Da Graça Gomes de Almeida . Missionária comboniana. Porto (Portugal)
Os Institutos Missionários que fazem parte da associação ANIMAG ( Animação Missionária dos Institutos Missionários Ad gentes) organizaram, em novembro 2024, uma ação conjunta de sensibilização missionária e levaram o tema da missão a 14 das 17 paróquias de Ponta Delgada, na diocese de Angra, nos Açores.
Importância da ANIMAG para a sensibilização para a missão
Participaram 45 Animadores Missionários de 24 Institutos femininos e masculinos, tendo realizado várias actividades de evangelização, que reforçam a importância do testemunho de uma Igreja em comunhão, nos diferentes carismas.
Do programa de sensibilização das paróquias constaram encontros para crianças, jovens e adultos, uma vigília missionária e a participação com testemunhos missionários nas Eucaristias.
Irmãs Missionárias Combonianas envolvidas na Animação Missionária
Participaram as Irmãs Combonianas da comunidade do Porto: Vera Rocha, Arlete Santos e Cândida Amaro. A Ir. Cândida conta-nos o que viu e ouviu: “as pessoas pedem para conhecer a missão. E ficam felizes! Como alguém disse: “que bom que vêm até nós e nos fazem conhecer aquilo que não sabíamos”.
Reações como esta mostram que a experiência da missão é uma realidade ainda desconhecida para a maioria dos cristãos, nas paróquias em Portugal. Como comenta a Ir. Cândida referindo-se concretamente à ilha dos Açores: “teem o oceano em casa, mas quando lhe falamos da missão notamos um certo deslumbramento e parece que o mundo se lhes abre diante! E continua: “Testemunhar a missão da Igreja faz bem a todos: a quem comunica e a quem recebe. Com a participação de todos torna-se cada vez mais uma missão compartilhada”.
Riqueza de culturas, carismas e experiências
A Ir. Vera, que também integrou uma das equipas distribuídas pelas paróquias na semana missionária, faz referência a alguns aspectos de novidade dessa experiência: “a riqueza da diversidade de culturas, carisma e experiências dos próprios Animadores Missionários”.
Todos tínhamos saído em missão noutros países e alguns ali eram mesmo originários de outros continentes”. Depois, continua a Ir. Vera, “foi significativo o empenho do pároco, Pe. Eurico Caetano, na forma como acolheu e acompanhou a minha equipa missionária em todos os momentos. E em terceiro lugar tocou-me a forma como o pároco sabe envolver os leigos nos vários serviços pastorais, mostrando muita confiança nos seus colaboradores como parte de um todo.
Foi bonito ver quando ele entregou as chaves aos escuteiros para entrarem na sala e organizarem as suas atividades. Ver os homens a orientarem a oração do terço com muita dedicação e devoção. Considero aquilo que vi como uma forma moderna da vida paroquial”.
Viver a missão como fraternidade
Desde o início do ANIMAG, em 1982 que os missionários unem esforços para que em sinodalidade, criem laços de maior fraternidade, unidade e olhar para os novos desafios com esperança, fé e grande dinamismo na Missão em Portugal.
Poderá em parte ir ao encontro do desafio lançado em novembro deste ano pelo bispo de Setúbal, – D. Américo Aguiar – quando afirma que as estruturas territoriais estão a “esmagar” as “possibilidades de a Igreja evangelizar” e há que “agir em conformidade” (Ref. inquérito sobre prática dominical – Comissão técnica da Comissão do Novo Mapa Diocesano, Almada

