de Osani Benedita da Silva, Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu – Scalabrinianas (mscs)
O Estado de Rondônia é composto, em sua maioria, por migrantes internos, oriundos de distintos estados da federação brasileira. Desde quando era território federal e, posteriormente, elevado à categoria de estado, vivenciou vários ciclos migratórios tais como o da borracha, do garimpo e das barragens do Rio Madeira, por exemplo.
Na capital, Porto Velho, no final da segunda metade da década de 2000, começaram a chegar os primeiros migrantes haitianos. E, mais recentemente, a capital rondoniense passou a acolher outra leva de migrantes provenientes da Venezuela e de Cuba.
Com a construção das barragens do Rio Madeira, um grupo de migrantes internos incorporou o caldeirão das migrações. As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) possibilitaram esse trânsito de pessoas vindas de vários estados do Brasil. Diante de todo o cenário migratório é impossível não relatar os casos de exploração da mão de obra do trabalho, nas mais variadas circunstâncias.
Historicamente, Porto Velho é uma cidade que traz em si essa vocação para a acolhida de migrantes, devido a diversos fatores. A sua localização geográfica é uma delas, pois possibilita um acesso mais fácil a outros lugares que o migrante tem por destino. A capital rondoniense é um corredor de passagem, pois é um espaço onde os que transitam têm a possibilidade de fazer uma parada, como por exemplo, os venezuelanos que têm o objetivo de chegar ao sul do Brasil.
A migração haitiana é muito expressiva e significativa, no cenário portovelhense atingiu seu ápice em 2010. Mais recentemente, em 2016, teve uma grande expressividade a migração venezuelana, em virtude da crise política, econômica e social que a Venezuela enfrenta. Isso intensificou o fluxo migratório desse país para o Brasil.
Outra nacionalidade da qual percebe-se o aumento da migração é a cubana, que tem a região norte como rota. Porto Velho é considerado um corredor para os estados do sul e sudeste, mas também pode-se dizer que funciona como uma segunda fronteira; considerando que grande parte dos migrantes necessariamente fazem uma parada em Porto Velho, devido a todo o processo sofrido durante a viagem.
Esses migrantes aportam sem recursos para chegar a seus destinos. Geralmente, estes lugares por eles escolhidos, se dá por terem familiares ou simplesmente por informações frágeis sobre possíveis trabalhos e melhores salários. O Serviço Pastoral dos Migrantes- SPM DA ARQUIDIOCESE DE PORTO VELHO recebe diariamente numerosas famílias de migrantes provenientes de Roraima e Rio Branco que buscam acolhimento e apoio para chegarem a seus destinos.
Existem, também, em menor proporção, os que preferem permanecer nessa região. Portanto, somos desafiados\as constantemente a encontrar soluções seguras, criação de políticas públicas, para migração de trânsito e para o acolhimento local.
Devido a insuficiência no serviço de abrigamento e a inexistência de um serviço de interiorização seguro, vivenciamos uma realidade de extrema vulnerabilidade dessa população, que faz a experiência da insegurança das ruas ou enfrentamento de longas viagens e enfrentando sol e risco das estradas.
O que essas pessoas querem? Além de acolhimento e suprir suas necessidades básicas, buscam uma oportunidade de recomeço e vislumbrar dias melhores para seus filhos, através de seus conhecimentos profissionais e da força de trabalho.
Estamos empenhados na construção de uma rede solidária que nos ajude a dar respostas concretas no que se refere a uma acolhida digna, segura e respeitosa aos migrantes que chegam desprovidos de tudo.
Essa migração de trânsito necessita ter um espaço de acolhimento, para que os migrantes possam recuperar suas forças e se organizar a fim de seguir sua jornada. Estamos, com muito esforço e luta, construindo esse espaço, chamado “Centro Assunta Marchette” da congregação das irmãs scalabrinianas, e em funcionamento. Desde abril deste ano, cerca de 30 migrantes são acolhidos diariamente. Além do espaço, precisamos sensibilizar as Igrejas locais, a sociedade e os governos municipal e estadual para que possamos oferecer um serviço mais especializado na acolhida aos que chegam, com atenção especial para o mundo do trabalho. Um gesto concreto de resposta da Igreja de Porto Velho, através do SPM- local de vivenciar o Evangelho de Jesus Cristo. “Eu era estrangeiro e me acolhestes” – Mt 25,35
O Estado de Rondônia é composto, em sua maioria, por migrantes internos, oriundos de distintos estados da federação brasileira. Desde quando era território federal e, posteriormente, elevado à categoria de estado, vivenciou vários ciclos migratórios tais como o da borracha, do garimpo e das barragens do Rio Madeira, por exemplo.
Na capital, Porto Velho, no final da segunda metade da década de 2000, começaram a chegar os primeiros migrantes haitianos. E, mais recentemente, a capital rondoniense passou a acolher outra leva de migrantes provenientes da Venezuela e de Cuba.
Com a construção das barragens do Rio Madeira, um grupo de migrantes internos incorporou o caldeirão das migrações. As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) possibilitaram esse trânsito de pessoas vindas de vários estados do Brasil. Diante de todo o cenário migratório é impossível não relatar os casos de exploração da mão de obra do trabalho, nas mais variadas circunstâncias.
Historicamente, Porto Velho é uma cidade que traz em si essa vocação para a acolhida de migrantes, devido a diversos fatores. A sua localização geográfica é uma delas, pois possibilita um acesso mais fácil a outros lugares que o migrante tem por destino. A capital rondoniense é um corredor de passagem, pois é um espaço onde os que transitam têm a possibilidade de fazer uma parada, como por exemplo, os venezuelanos que têm o objetivo de chegar ao sul do Brasil.
A migração haitiana é muito expressiva e significativa, no cenário portovelhense atingiu seu ápice em 2010. Mais recentemente, em 2016, teve uma grande expressividade a migração venezuelana, em virtude da crise política, econômica e social que a Venezuela enfrenta. Isso intensificou o fluxo migratório desse país para o Brasil.
Outra nacionalidade da qual percebe-se o aumento da migração é a cubana, que tem a região norte como rota. Porto Velho é considerado um corredor para os estados do sul e sudeste, mas também pode-se dizer que funciona como uma segunda fronteira; considerando que grande parte dos migrantes necessariamente fazem uma parada em Porto Velho, devido a todo o processo sofrido durante a viagem.
Esses migrantes aportam sem recursos para chegar a seus destinos. Geralmente, estes lugares por eles escolhidos, se dá por terem familiares ou simplesmente por informações frágeis sobre possíveis trabalhos e melhores salários. O Serviço Pastoral dos Migrantes- SPM DA ARQUIDIOCESE DE PORTO VELHO recebe diariamente numerosas famílias de migrantes provenientes de Roraima e Rio Branco que buscam acolhimento e apoio para chegarem a seus destinos.
Existem, também, em menor proporção, os que preferem permanecer nessa região. Portanto, somos desafiados\as constantemente a encontrar soluções seguras, criação de políticas públicas, para migração de trânsito e para o acolhimento local.
Devido a insuficiência no serviço de abrigamento e a inexistência de um serviço de interiorização seguro, vivenciamos uma realidade de extrema vulnerabilidade dessa população, que faz a experiência da insegurança das ruas ou enfrentamento de longas viagens e enfrentando sol e risco das estradas.
O que essas pessoas querem? Além de acolhimento e suprir suas necessidades básicas, buscam uma oportunidade de recomeço e vislumbrar dias melhores para seus filhos, através de seus conhecimentos profissionais e da força de trabalho.
Estamos empenhados na construção de uma rede solidária que nos ajude a dar respostas concretas no que se refere a uma acolhida digna, segura e respeitosa aos migrantes que chegam desprovidos de tudo.
Essa migração de trânsito necessita ter um espaço de acolhimento, para que os migrantes possam recuperar suas forças e se organizar a fim de seguir sua jornada. Estamos, com muito esforço e luta, construindo esse espaço, chamado “Centro Assunta Marchette” da congregação das irmãs scalabrinianas, e em funcionamento. Desde abril deste ano, cerca de 30 migrantes são acolhidos diariamente. Além do espaço, precisamos sensibilizar as Igrejas locais, a sociedade e os governos municipal e estadual para que possamos oferecer um serviço mais especializado na acolhida aos que chegam, com atenção especial para o mundo do trabalho. Um gesto concreto de resposta da Igreja de Porto Velho, através do SPM- local de vivenciar o Evangelho de Jesus Cristo. “Eu era estrangeiro e me acolhestes” – Mt 25,35

