Gabriela Lado. Smc. Brasil
A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, Pará, em 2025, foi um momento crucial para a discussão de ações globais contra a crise climática. Nesse contexto, a Igreja Católica emergiu como uma voz profética, defendendo a proteção de toda a criação e a justiça climática.
Uma Igreja comprometida com a defesa da criação
A Igreja como Defensora da Criação, inspirada na encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco, tem sido uma voz ativa na defesa do meio ambiente e dos mais vulneráveis. Na COP30, essa missão se concretizou com uma participação robusta, destacando a importância da ecologia integral.
A Igreja defende que a crise climática é uma crise moral, que afeta desproporcionalmente os pobres e as futuras gerações. Ela advoga pela demarcação e proteção dos territórios indígenas, essenciais para a preservação da biodiversidade. A Igreja promove uma transição para energias renováveis, priorizando as comunidades mais afetadas.
Houve uma participação marcante dos Bispos do Global Sul, que trouxeram vozes dos seus rebanhos que pagam mais caro o custo das mudanças climáticas e desastres naturais apesar de que têm a menor contribuição na destruição.
Atividades concretas promovidas pela Igreja
A igreja realizou diversas ações na COP30 como;
- Simpósio e Eventos: A Igreja organizou simpósios e eventos para discutir a ecologia integral e a justiça climática. Esse concluiu com a Caminhada dos Mártires da Casa Comum, para conscientizar sobre a importância da ecologia integral
- Cúpula dos Povos: A Igreja participou da Cúpula dos Povos, reforçando o compromisso com os movimentos sociais e a sociedade civil.
- Tapiri Ecumênico e Inter-religioso: A Igreja integrou o Tapiri, promovendo o diálogo inter-religioso em prol da criação, aprendendo com outras religiões mas também oferecendo a sua contribuição.
Chamados a viver uma conversão ecológica
A participação da Igreja Católica na COP30 foi um chamado à ação para todos os cristãos e para a humanidade. A defesa da criação não é apenas uma questão ambiental, mas uma questão de fé e justiça.
A Igreja nos convoca a uma conversão ecológica, mudando nossos estilos de vida e promovendo a sustentabilidade. Ela reafirma o compromisso com os mais pobres e vulneráveis, que sofrem mais com a crise climática.
Esperança e Ação: A Igreja nos lembra que, juntos, podemos fazer a diferença e construir um futuro mais justo e sustentável.
As Irmãs Combonianas, comprometidas a trabalhar em prol da defesa da vida e da dignidade humana, promovendo a justiça social e ambiental uniram suas vozes, às vozes do povo que servem juntamente com a igreja nesse COP30.
A voz profética da Igreja Católica na COP30 é um lembrete de que a proteção da criação é uma responsabilidade compartilhada. Que essa voz inspire todos a agir com urgência e esperança.

