Ir. Graça Almeida. Porto (Portugal)
O Jubileu da Vida Consagrada, que se celebrou em Fátima, no passado 1 de Março 2025, destacou a diversidade de carismas representados pelas 140 comunidades que ali se reuniram. Animava-as o espírito de unidade na construção da Igreja e dos valores da dignidade humana.
Entre os 1050 participantes inscritos, contavam-se as Irmãs Combonianas, com representantes da comunidade do Porto, de Braga, de Viseu e de Lisboa.
Olharem com “compaixão e esperança”
O evento do Jubileu abriu com a celebração da Eucaristia, na Basílica da Santíssima Trindade. Foi presidida por D. Rui Valério, patriarca de Lisboa e delegado da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) para a Vida Consagrada. Na sua homelia, D. Rui pediu aos religiosos e religiosas para olharem com “compaixão e esperança” os “paradoxos da realidade” e mostrarem que a única “arma” num mundo em combate é o “serviço e a oração”.
Um projeto de vida em plenitude
É no contexto do mundo em que vivemos que a Vida Consagrada surge não como “uma alternativa (nunca o foi) – enfatisa D. Rui, ”mas como projeto para que todos os homens e todas as mulheres vivam a sua humanidade em plenitude, como verdadeiros irmãos, à maneira de Deus, em Cristo, e não segundo os padrões humanos e terrenos”,
Referindo-se aos votos de pobreza, castidade e obediência, professados na vida consagrada, D. Rui Valério afirma que o voto de pobreza, “esmaga o egoísmo e dissipa o egocentrismo, gera liberdade e mostra que a força reside na capacidade de amar a todos sem distinção”.
Acrescenta que a “forma excelsa de ser exaltado é viver a castidade na liberdade, como excesso de amor com Deus e para Deus”. “A exaltação pretende elevar o homem à condição de amigo de Deus; a situar a humilde e pequena criatura na possibilidade de ser parceiro de relação com o Senhor, a viver esse diálogo íntimo entre o eu divino e o tu humano.
A obediência, recordou D. Rui Valério, convida a querer o que Deus quer, apontando para a salvação de todos. A obediência- disse não é uma atitude cega… “Mas na esperança, vemos que a obediência é o compromisso por agir, por colocar todas as nossas forças e energias ao serviço do Outro, que é Deus”.
Ser esperança no nosso mundo
O tema da esperança foi retomado pela tarde por D. António Couto, bispo de Lamego, com a reflexão sobre o jubileu, depois de um momento de adoração eucarística, no Auditório do Centro Pastoral Paulo VI. Desta jornada ficou a mensagem: A Vida Consagrada deve ser uma chama de esperança num mundo carente de luz, de paz, de reconciliação, de sentido de dignidade.

