de Evangelizar hoje – Portugal
Os factos acima acenados, são em geral, os frutos envenenados dos regimes totalita- rios nas várias épocas e lugares da histó- ria recente e que constituem no presente uma séria advertência a acautelar e cuidar das atuais democracias.
Podemos e devemos exigir algo mais e melhor das políticas, quando falamos das democracias moder- nas a defender os direitos humanos: um regime poli- tico, em que todos os cidadãos gozam dos mesmos direitos e deveres, exercendo o poder da governação através do sufrágio universal.
O Papa Francisco convida a rezar: pelos homens e mulheres que têm vocação política porque é uma forma alta de caridade.
A Caridade que engloba a integridade, a ética, a moralidade, a transparência, a verdade, e a competência rigorosa, dequem pretende exercer tais cargos, ao serviço da inteiranação, não pode ser visto como algo de opcional.
No entanto, assistimos todos os dias a teatros de ni- civismo delirante e muito preocupante, nas assem- bleias das nossas Repúblicas Democráticas. A classe política, em geral, anda muito ocupadaem atividades que nada têm a ver com os interesses dos seus compa- triotascomuns.
Na balança da justiça social, os cidadãos em geral, empobrecem todos os dias, enquanto que, os seus representantes políticos democráticos, não paramde acumular riquezas. A palavra de honra professada, jurada e assinada, por alguns deles, não produz qual- quer efeito de garantia, no que diz respeito à transpa- rência, àlealdade, àintegridade àética, àcompetên- cia, etc. Não se vêem ações positivas, no que diz respeito à gestão dos bens nacionais, por parte de quem assumetais cargos públicos, de facto, oestado de direito não gozada atenção que lhe é devida.
Os níveis sempre mais baixos das prestações por parte do Estado aos cidadãos e os impostos a subir, fermentam as desigualdades sociais, tornando-as realidades sempre mais perigosas e escandalosas:olá saúde pública, educação, justiça, habitação e as de- mais companheiras, por onde andais? E, que tal as contas certas nacionais?!
Escravizados na solidão do poder, alguns desses representantes andam concentrados a defender a qualquer preço dedes-honra, o seu cantinho depoder que lhes permita segurar, os bens alheios. Escondidos na escuridão de uma consciência anestesiada, não se dão conta que, ao longo dos dias, tais riquezas vão corrompendo o coração dos seus falsos donos.

