As Irmãs que celebram este ano 2023 as Bodas de Ouro quase todas partiram rumo à missão com idades entre os 20 e 30 anos. Jovens apaixonadas, desejosas de transmitir o sonho de Deus para a humanidade, aos povos em terras longínquas, movidas unicamente pelo sim pronunciado com os votos de Consagração nas Irmãs Missionárias Combonianas, que as envia em missão. Deixam para trás as próprias famílias e o país onde pertencem. Não esmorecem ao sentir a saudade dos afetos da infância e da juventude quando fisicamente ficam mais distantes, numa era onde os telemóveis são ficção e as visitas à família são previstas para cinco anos. Elas viajam com o entusiasmo de quem vai ao encontro de outras culturas, pondo a sua confiança em Jesus que as chama, na Congregação que as recebe e no povo que as acolhe. Chegam aos países de destino e dedicam os primeiro meses a estudar e a aprender a língua. É um pre-requisito conhecer os usos e costumes antes de iniciar o serviço que lhe está confiado. Como missionária, patilha o lema do seu Fundador. «No meio de vós, nunca deixarei de ser vosso. O dia e a noite, o sol e a chuva encontrar-me-ão sempre pronto para as vossas necessidades: o rico e o pobre, o são e o enfermo, o jovem e o velho, o patrão e o servo terão sempre acesso ao meu coração. Faço causa comum convosco e o mais feliz dos meus dias será aquele em que puder dar a vida por vós.» (São Daniel Comboni, Cartum 1877). Cinquenta anos é um marco na vida destas nossas irmãs e representa um terço da história da Congregação das Missionárias Combonianas, que há um ano celebrou 150 anos de fundação. Foram muitos os caminhos e atalhos por onde as Irmãs andaram até chegar às Bodas de Ouro. A Ir Arlete Santos e a Ir Armandina Fonseca trabalharam na República Democrática do Congo; a Ir Ana Monteiro no Egito e no Sudão; a Ir. Alice Costa na República Centro Africana; a Ir Dolores Costa no México e em Moçambique; a Ir Lúcia Granjal em Moçambique; a Ir Maria do Carmo Bogo na Eritreia e na Colômbia; a Ir Fátima Frade na Eritreia, em Uganda e na Polónia; a Ir Natália Gomes no Sudão do Sul, na República Democrática do Congo com os refugiados e no Uganda; a Ir Maria Pinheiro Bandeira no Equandor, México e Costa Rica; a Ir Maria do Carmo Carvalhal no México e no Sul do Sudão. As suas pegadas ficaram marcadas no terreno que pisavam com o testemunho do serviço e da entrega, sem pedir nada em troca. Amaram e foram amadas enquanto prestavam o serviço de enfermeiras nos centros de saúde, como assistentes sociais na promoção da mulher, agentes de desenvolvimento nas comunidades locais, catequistas na formação de novos cristãos, professoras e educadoras nas escolas e jardins de infância fundados pela missão e na formação de novas missionárias. Ao celebrar as Bodas de Ouro, as Irmãs recordam que por onde passaram procuraram plantar sementes de humanidade como aprenderam no Evangelho. Deram generosamente e receberam muito mais da parte de quem as acolheu. PARABÉNS!

